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PRD-029 — Agentic Knowledge Governance, Provenance & Trust

1. Objetivo

O PRD-029 define a camada de confiança, proveniência e governança do conhecimento do Agentic Work.

O PRD-028 criou uma Knowledge Fabric capaz de receber informações de múltiplas fontes. Agora precisamos resolver um problema ainda mais importante:

Como o agente determina se uma informação é suficientemente confiável para ser usada em uma resposta, decisão ou ação?

No SST isso é crítico.

Uma informação pode estar:

  • correta, mas desatualizada;
  • atual, mas proveniente de uma fonte não confiável;
  • proveniente de fonte oficial, mas em conflito com outra fonte;
  • inferida pelo LLM;
  • confirmada por um usuário;
  • validada por uma pessoa autorizada;
  • tecnicamente consistente, mas juridicamente inadequada para determinada decisão.

Portanto:

Knowledge ≠ Truth
Knowledge ≠ Authority
Knowledge ≠ Confidence
Knowledge ≠ Freshness

Esses conceitos deverão ser tratados separadamente.


2. Princípio Fundamental

A arquitetura deverá distinguir:

SOURCE

EVIDENCE

FACT

CONFIDENCE

TRUST

DECISION

Nunca:

LLM

Answer

Truth

3. Trust Model

A confiança de um conhecimento deverá ser multidimensional:

TRUST

┌───────────┼───────────┐
▼ ▼ ▼
Authority Freshness Evidence
│ │ │
└───────────┼───────────┘

Consistency


Verification

4. Dimensões de Confiança

Cada conhecimento poderá ser avaliado por:

DimensãoPergunta
AuthorityA fonte tem autoridade?
FreshnessA informação está atualizada?
EvidenceExiste evidência concreta?
ConsistencyÉ consistente com outras fontes?
VerificationFoi verificada?
ProvenanceSabemos exatamente de onde veio?
CompletenessTemos informação suficiente?
Temporal validityÉ válida neste momento?

5. Trust Score

O sistema poderá calcular um score interno:

interface TrustScore {
authority: number;
freshness: number;
evidence: number;
consistency: number;
verification: number;
provenance: number;

overall: number;
}

Valores:

0.0 → nenhuma confiança
1.0 → confiança máxima

Porém, o score não deverá substituir regras determinísticas.


6. Trust Score Não Autoriza Ações

Um dado com:

trust = 0.99

não poderá automaticamente executar:

workPermit.approve

A autorização continua sendo responsabilidade do:

Policy Engine

7. Trust Classes

Além do score, deverá existir classificação:

AUTHORITATIVE
VERIFIED
TRUSTED
SUPPORTED
UNVERIFIED
CONFLICTED
STALE
REVOKED
UNKNOWN

8. Source Authority

Cada fonte deverá possuir uma classificação de autoridade.

Exemplo:

sources:
government:
authority: AUTHORITATIVE

business_api:
authority: AUTHORITATIVE

external_lms:
authority: VERIFIED

uploaded_document:
authority: SUPPORTED

user_feedback:
authority: UNVERIFIED

llm_inference:
authority: UNVERIFIED

9. Authority é Contextual

Uma fonte pode ser authoritative para um domínio e não para outro.

Exemplo:

LMS
→ authoritative para status de treinamento

SST
→ authoritative para status da Work Permit

Portanto não deverá existir apenas:

source.trust = HIGH

mas algo equivalente a:

source + domain + subject

10. Source Authority Registry

Deverá existir um registry:

interface SourceAuthorityRule {
sourceId: string;

domain?: string;

entityType?: string;

authority:
| "AUTHORITATIVE"
| "VERIFIED"
| "TRUSTED"
| "SUPPORTED"
| "UNVERIFIED";

priority: number;

validFrom: string;

validUntil?: string;
}

11. Evidence

Evidence representa aquilo que sustenta uma afirmação.

Exemplo:

FACT:
Employee EMP-104 training expires 2026-09-15

Evidence:

LMS response
timestamp
externalEntityId
API operation

12. Evidence Model

interface Evidence {
evidenceId: string;

tenantId: string;

sourceId: string;

sourceType: string;

reference: string;

capturedAt: string;

observedAt?: string;

contentHash?: string;

authority: string;

status:
| "VALID"
| "STALE"
| "REVOKED"
| "CONFLICTED";
}

13. Evidence Chain

Um fato poderá ser sustentado por várias evidências:

FACT

├── Evidence A → LMS
├── Evidence B → SST API
└── Evidence C → Document

14. Evidence Graph

A Knowledge Graph deverá poder representar:

Fact
↓ SUPPORTED_BY
Evidence
↓ PRODUCED_BY
Source
↓ AUTHENTICATED_BY
Credential/Integration

Isso cria rastreabilidade completa.


15. Evidence Strength

Cada evidência poderá ter:

DIRECT
DERIVED
CORROBORATED
INDIRECT
INFERRED

Exemplo:

LMS API response
→ DIRECT

"Employee probably completed training"
→ INFERRED

16. Direct Evidence

Dados diretamente obtidos da fonte oficial são preferenciais.

Exemplo:

GET training status

retorna:

{
"status": "VALID"
}

Isso é evidência direta.


17. Derived Evidence

Pode ser derivada de dados confiáveis.

Exemplo:

validUntil = 2026-09-15
currentDate = 2026-09-20

Então:

status = EXPIRED

A data é direta.

O status é derivado.


18. Inferred Evidence

Exemplo:

Employee has not accessed training
+
certificate missing

O agente pode inferir:

training may be incomplete

Mas isso não deverá ser tratado como fato confirmado.


19. Corroboration

Duas fontes independentes concordando aumentam a confiabilidade.

LMS → valid
SST → valid

pode produzir:

CORROBORATED

20. Corroboration Não Deve Ser Ingênua

Duas fontes que simplesmente replicam o mesmo dado não são necessariamente independentes.

Exemplo:

LMS

Middleware

SST

Não são duas evidências independentes.

O sistema deverá conhecer relações de dependência entre fontes quando possível.


21. Source Dependency

interface SourceDependency {
sourceId: string;

dependsOn: string[];

relationship:
| "DERIVED_FROM"
| "SYNCHRONIZED_FROM"
| "MIRRORED_FROM";
}

22. Freshness

Trust deverá considerar a idade da informação.

retrievedAt
observedAt
validUntil

Não apenas:

createdAt

23. Freshness Profiles

Cada domínio poderá definir:

workPermit:
freshness: 5m

training:
freshness: 24h

documentation:
freshness: 7d

staticReference:
freshness: 30d

24. Critical Freshness

Para ações críticas:

stale knowledge

poderá bloquear a operação.

Exemplo:

“Liberar Work Permit com dados de treinamento consultados há 3 dias.”

Policy:

DENY
REQUIRES_FRESH_DATA

25. Freshness Escalation

Fluxo:

STALE

Refresh Capability

External Source

Fresh Evidence

Se o refresh falhar:

REQUIRES_REVIEW

26. Conflict Model

Conflito deverá ser tratado explicitamente.

interface KnowledgeConflict {
conflictId: string;

tenantId: string;

subjectId: string;

predicate: string;

evidenceIds: string[];

detectedAt: string;

status:
| "OPEN"
| "RESOLVED"
| "ACCEPTED"
| "ESCALATED";
}

27. Conflict Example

LMS:
validUntil = 2026-09-15

Document:
validUntil = 2026-12-31

Resultado:

CONFLICT

28. Conflict Resolution Hierarchy

O sistema poderá utilizar:

1. Explicit business rule
2. Authoritative source
3. More recent authoritative evidence
4. Verified source
5. Corroborated evidence
6. Human verification
7. Unknown

Nunca:

LLM chooses silently

29. Unresolvable Conflict

Quando não houver regra suficiente:

UNKNOWN

ou:

REQUIRES_REVIEW

Essa situação é preferível a uma falsa certeza.


30. Human Verification

Algumas informações poderão ser certificadas por um usuário autorizado.

interface HumanVerification {
verificationId: string;

knowledgeId: string;

verifierUserId: string;

role: string;

verifiedAt: string;

decision:
| "CONFIRMED"
| "REJECTED";

expiresAt?: string;

reason?: string;
}

31. Verification Scope

Uma verificação poderá valer:

para aquele registro

ou:

para aquela classe de informação

O escopo deverá ser explícito.


32. Verification Expiration

Uma certificação também pode envelhecer.

Exemplo:

Verified:
2026-08-01

Expires:
2026-09-01

Depois:

VERIFICATION_EXPIRED

33. Legal/Compliance Evidence

Quando necessário, o sistema deverá preservar:

source
timestamp
version
evidence hash
verification
actor
policy
decision

Isso permite reconstruir o motivo de uma decisão.


34. Evidence Hash

Documentos e respostas externas poderão possuir:

contentHash

para detectar alterações.

Exemplo:

SHA-256

O hash é apenas uma referência de integridade; não substitui assinatura/autenticidade quando esta for necessária.


35. Signed Evidence

Quando uma fonte fornecer assinatura digital, o sistema deverá poder armazenar:

signature
certificate reference
issuer
verification status

36. Evidence Retention

A retenção deverá respeitar:

tenant policy
compliance policy
legal requirements
source policy

Nem todo conteúdo precisa permanecer indefinidamente.


37. Evidence Immutability

Evidências históricas importantes deverão ser append-only.

Uma nova informação não deverá sobrescrever silenciosamente a evidência anterior.

Correto:

Evidence v1
Evidence v2

e não:

Evidence
→ UPDATE

apagando o histórico.


38. Knowledge Certification

Conhecimentos críticos poderão receber:

CERTIFIED

quando houver evidência e validação suficientes.

Exemplo:

training.validUntil
→ CERTIFIED

39. Certification ≠ Permanent Truth

Mesmo um dado certificado poderá:

expire
be revoked
be superseded

40. Trust Policy

O Policy Engine deverá poder solicitar níveis mínimos de confiança.

Exemplo:

workPermit.release:
requiredEvidence:
authority: VERIFIED
freshness: 1h
status: CERTIFIED

41. Trust Gate

Antes de uma ação:

Intent

Knowledge

Trust Evaluation

Policy

Capability

Se a confiança necessária não for atingida:

BLOCK

ou:

HUMAN REVIEW

42. Trust Requirement by Action

Uma consulta simples:

“Qual o status?”

pode aceitar:

TRUSTED

Uma decisão operacional:

“Libere a Work Permit.”

poderá exigir:

AUTHORITATIVE / VERIFIED
+
FRESH
+
NO CONFLICT

43. Trust Requirement Matrix

OperaçãoTrust mínimo
ExplicaçãoSUPPORTED
PesquisaTRUSTED
RecomendaçãoVERIFIED
DecisãoVERIFIED
Ação low-riskVERIFIED
Ação high-riskAUTHORITATIVE
Operação críticaAUTHORITATIVE + FRESH + VERIFIED

Os valores finais deverão ser configuráveis pelas policies.


44. Knowledge Answer Contract

Respostas baseadas em conhecimento deverão internamente possuir:

interface KnowledgeAnswer {
answer: string;

facts: KnowledgeReference[];

confidence: number;

trustLevel: string;

freshness: string;

conflicts?: string[];

requiresReview: boolean;
}

45. User-Facing Confidence

Não será necessário mostrar:

trustScore = 0.8732

ao usuário.

A interface deverá preferir linguagem natural:

“Segundo o LMS, atualizado há 4 minutos…”

ou:

“Há informações conflitantes entre o LMS e o cadastro interno.”


46. No False Certainty

O agente deverá evitar:

“O treinamento está válido.”

quando a realidade é:

LMS = valid
SST = expired

Deverá dizer algo equivalente a:

“Existem informações conflitantes; o LMS informa validade, enquanto o cadastro interno indica expiração.”


47. Provenance in UI

Quando relevante, a UI poderá mostrar:

Fonte
Última atualização
Status
Verificação

Exemplo:

Treinamento NR-10
✓ Validado
Fonte: LMS
Atualizado: há 4 min

48. Knowledge Inspector

O sistema poderá possuir uma ferramenta administrativa:

Knowledge Inspector

para visualizar:

Fact
Sources
Evidence
Conflicts
Versions
Trust
Verification
Relationships

49. Agent Debugging

Durante desenvolvimento, o Knowledge Inspector será particularmente importante para responder:

“Por que o agente respondeu isso?”

Sem mostrar chain-of-thought, poderá mostrar:

Retrieved facts
Sources
Trust level
Freshness
Knowledge version
Ranking signals

50. Retrieval Trust Filtering

O PRD-003 deverá incorporar filtros de confiança.

Fluxo:

Candidates

Tenant Filter

Permission Filter

Freshness

Trust Filter

Ranking

51. Trust-Aware Ranking

A pontuação final poderá combinar:

relevance
+
semantic similarity
+
graph relationship
+
freshness
+
authority
+
verification

Mas os pesos deverão ser configuráveis.


52. Trust Must Not Override Security

Mesmo que um documento tenha:

trust = 1.0

ele não poderá revelar informação para um usuário não autorizado.

Ordem:

Security

Authorization

Trust

Relevance

53. Prompt Injection

Documentos externos poderão conter instruções maliciosas:

“Ignore as políticas do sistema.”

A Knowledge Fabric deverá armazená-las como conteúdo, não como instruções.

Knowledge

Agent Instruction

54. Instruction Classification

Conteúdo recuperado deverá ser classificado como:

FACT
DOCUMENT
RULE
DATA
INSTRUCTION
UNTRUSTED_CONTENT

Conteúdo externo não deverá alterar o comportamento do agente apenas por estar no contexto.


55. External Source Trust

Integrações externas deverão possuir:

integrationTrust
dataAuthority
authenticationStrength
schemaReliability
availability

Isso conecta o PRD-025 ao PRD-029.


56. Credential Trust

Uma resposta de uma API autenticada com uma credencial válida não significa automaticamente que o dado seja correto.

Portanto:

Authentication ≠ Data Truth

A autenticação confirma a origem técnica, não necessariamente a validade semântica.


57. Schema Validation

Dados externos deverão passar por:

Authentication

Schema Validation

Semantic Validation

Business Validation

Knowledge

58. Semantic Validation

Exemplo:

validUntil = 2038-99-99

pode passar pela rede e até possuir JSON válido.

Mas deverá falhar semanticamente.


59. Business Validation

Exemplo:

training.status = VALID
validUntil = yesterday

Pode indicar inconsistência de negócio.

A Knowledge Fabric deverá detectar ou encaminhar para a camada apropriada.


60. Trust Decay

A confiança poderá diminuir ao longo do tempo quando a informação não for atualizada.

Conceitualmente:

Trust
100%

│\
│ \
│ \
│ \
└──────── Time

Porém, regras determinísticas de validade terão prioridade sobre qualquer fórmula matemática.


61. Trust Revalidation

Uma fonte poderá recuperar confiança através de:

refresh
verification
corroboration
new authoritative evidence

62. Knowledge Revocation

Se uma fonte informar:

Correction

o sistema deverá poder revogar conhecimento anterior.

Fact v1

REVOKED

Fact v2

63. Cascading Impact

Quando um fato for revogado:

Fact

Derived Facts

Decisions

Recommendations

Workflows

deverão ser identificados.


64. Example

Training valid

foi incorretamente registrado.

Depois:

Training revoked

O sistema deverá encontrar:

Work Permit decision
Recommendation
Workflow

que dependeram desse fato.

Isso permitirá reavaliação.


65. Knowledge Dependency Graph

Cada inferência/decisão importante deverá registrar:

dependsOn:
[
knowledgeId1,
knowledgeId2,
ruleId3
]

Assim podemos responder:

“Quais decisões dependem deste dado?”


66. Decision Invalidation

Se um fato crítico mudar:

Decision
→ INVALIDATED

quando sua premissa deixou de ser válida.


67. Workflow Re-evaluation

Um workflow poderá estar:

WAITING

quando um fato mudar.

O Event Fabric poderá disparar:

KnowledgeChanged

Workflow Evaluation

68. Proactive Intelligence Integration

O PRD-021 poderá usar Trust para evitar alertas baseados em dados ruins.

Exemplo:

Training expiry detected

mas a fonte está stale.

Resultado:

DO NOT ALERT YET
REFRESH SOURCE

69. Decision Intelligence Integration

O PRD-023 poderá exigir:

minimum evidence
minimum trust
no unresolved critical conflicts

antes de produzir uma decisão executável.


70. Exception Management Integration

O PRD-024 poderá criar incidente quando:

critical knowledge conflict

persistir.

Exemplo:

LMS and SST disagree
+
Work Permit is safety-critical

HIGH ou CRITICAL incident, conforme policy.


71. Operational Learning Integration

O PRD-012 poderá detectar:

frequent knowledge conflicts

e sugerir:

source authority adjustment
integration correction
schema mapping correction
documentation update

Mas não poderá alterar essas regras automaticamente.


72. Governance Approval

Alterações de:

Source Authority
Trust Rules
Certification Rules
Critical Knowledge Policies

deverão passar por revisão.


73. Trust Rule Versioning

Cada regra deverá possuir:

ruleId
version
effectiveFrom
effectiveUntil
owner
approval

74. Example Trust Policy

policyId: work-permit-release-trust

version: 1.0.0

requirements:
training:
authority: VERIFIED
freshness: 1h
conflicts: NONE

employee:
authority: AUTHORITATIVE

permit:
authority: AUTHORITATIVE

75. Trust Evaluation Result

interface TrustEvaluation {
status:
| "TRUSTED"
| "INSUFFICIENT"
| "CONFLICTED"
| "STALE"
| "UNKNOWN";

score?: number;

reasons: TrustReason[];

evidenceIds: string[];

evaluatedAt: string;

policyVersion: string;
}

76. Trust Reasons

Exemplos:

AUTHORITATIVE_SOURCE
RECENT_EVIDENCE
HUMAN_VERIFIED
CORROBORATED
STALE_SOURCE
UNVERIFIED_SOURCE
CONFLICTING_SOURCES
MISSING_EVIDENCE
REVOKED_EVIDENCE
UNKNOWN_SOURCE

77. Explainability

O sistema poderá gerar:

“A informação foi considerada confiável porque veio do sistema oficial de treinamento, foi atualizada há 4 minutos e não há evidências conflitantes.”

Isso é suficiente.

Não é necessário expor o raciocínio interno do LLM.


78. Audit

O PRD-013 deverá registrar:

trustPolicyVersion
trustEvaluation
evidenceIds
sourceIds
conflicts
verification
knowledgeVersion

para decisões críticas.


79. Security

Trust jamais poderá ser usado para contornar:

tenant isolation
authorization
RBAC
ABAC
field security
capability restrictions

80. Performance

Trust evaluation deverá ser barata.

Meta:

P50 < 5ms
P95 < 20ms

para informações já indexadas e com metadata disponível.

Consultas externas ficam fora desse orçamento.


81. Caching

Resultados poderão ser cacheados por:

knowledgeVersion
trustPolicyVersion
tenantId
knowledgeId

Se qualquer componente mudar:

invalidate

82. Trust Cache

Exemplo:

trust:
TENANT-A
knowledge:KN-123
policy:v4
knowledge:v18

não deverá ser reutilizado para:

policy:v5

83. Testing

O framework do PRD-014 deverá incluir:

Positive

authoritative source
fresh evidence
verified fact

Negative

stale
conflict
revoked
unverified
missing provenance
cross-tenant evidence

84. Security Tests

Testar:

Tenant A evidence
→ Tenant B query

Resultado:

NO DATA

Também:

Untrusted document
→ prompt injection

não deverá alterar policy.


85. First Vertical Slice

O primeiro vertical slice será:

Work Permit
+
Training
+
LMS

86. Scenario 1 — Trusted

LMS:

validUntil = 2026-09-15

consultado:

2026-09-01

SST não possui conflito.

Resultado:

TRUSTED

87. Scenario 2 — Stale

LMS foi consultado:

3 days ago

e a policy exige:

1 hour

Resultado:

STALE

O sistema deverá tentar refresh antes de uma decisão crítica.


88. Scenario 3 — Conflict

LMS:
VALID

SST:
EXPIRED

Resultado:

CONFLICTED

Não poderá liberar automaticamente uma Work Permit crítica.


89. Scenario 4 — Human Verification

Um usuário autorizado revisa a divergência.

Human Verification
→ CONFIRMED

A decisão poderá prosseguir se a policy permitir esse tipo de evidência.


90. Scenario 5 — Revocation

LMS informa:

certificate revoked

O conhecimento:

training.valid

deverá ser invalidado.


91. Scenario 6 — Dependency Invalidation

Se:

training.valid

foi utilizado para:

WorkPermitReleaseDecision

a revogação deverá identificar a decisão afetada.


92. Critérios de Aceitação

  • Trust Model implementado.
  • Source Authority Registry implementado.
  • Evidence Model implementado.
  • Evidence Chain implementada.
  • Evidence Graph integrada ao HAG.
  • Evidence Strength implementada.
  • Source Dependency implementada.
  • Freshness Policy implementada.
  • Trust Classes implementadas.
  • Trust Score implementado.
  • Trust Policy implementada.
  • Trust Gate integrado ao Policy Engine.
  • Conflict Detection implementado.
  • Conflict Resolution implementado.
  • Human Verification implementada.
  • Verification Expiration implementada.
  • Knowledge Certification implementada.
  • Evidence Hash implementado.
  • Revocation implementada.
  • Dependency Tracking implementado.
  • Decision Invalidation implementado.
  • Workflow Re-evaluation preparado.
  • Trust-aware Retrieval implementado.
  • Trust-aware Ranking implementado.
  • Prompt Injection isolation implementada.
  • External Source Trust integrado.
  • Knowledge Drift integrado.
  • Audit integrado ao PRD-013.
  • Proactive Intelligence integrado.
  • Decision Intelligence integrado.
  • Exception Management integrado.
  • Operational Learning integrado.
  • Trust caching implementado.
  • Tenant isolation validada.
  • Security tests implementados.
  • Work Permit vertical slice concluído.

Evidência parcial de implementação — 2026-09-04

Regras de source authority e políticas de trust são versionadas, aprovadas e tenant-bound. A avaliação combina proveniência, autoridade, freshness, evidência, consistência e verificação; revogação, fonte desconhecida, conflito ou expiração produzem estado não confiável e review humano. Evidências preservam hash, origem, validade e trilha de auditoria; a recertificação assíncrona registra revisões quando a confiança expira.

Em 2026-09-05, o trust gate passou a rejeitar o conjunto inteiro de evidências quando qualquer evidência fresca não possui regra de autoridade. Antes, uma fonte conhecida poderia mascarar uma segunda fonte desconhecida; agora o resultado é UNKNOWN com revisão humana. Worker 62919e77-6c9b-4de6-8263-6edac1efc76a publicado com health público saudável.

Em 2026-09-05, as suítes de Knowledge Trust passaram com 12 testes em 4 arquivos. O canário remoto comprovou duas evidências em conflito, revisão humana que levou a confiança de CONFLICTED para TRUSTED/VERIFIED, policy 1.0.0, recertificação que selecionou/reabriu/invalidou uma entrada, inspeção com avaliações, reviews, verificação, dependências, invalidações e eventos; o trust layer não persistiu texto em claro, não autorizou execução e o cleanup confirmou remainingRows:0. O runtime invalida decisões dependentes de forma idempotente quando a verificação expira. Evidence Graph/HAG completo, re-evaluation de workflow, fonte externa, drift integrado e trust cache continuam abertos para prova dedicada.

Em 2026-09-06, a regressão atual de trust governance, Knowledge Trust e Evidence Fabric passou com 19 testes. O typecheck do Agent passou novamente, e o health público do Worker confirmou runtime e bindings. A prova Cloudflare histórica permanece válida; Evidence Graph/HAG completo, re-evaluation de workflow, fonte externa, drift integrado e trust cache seguem como expansão.


93. Resultado Arquitetural

Com o PRD-029, o Agentic Work passa a ter uma cadeia de confiança formal:

SOURCE


EVIDENCE


PROVENANCE

┌────────┼────────┐
▼ ▼ ▼
Authority Freshness Consistency
│ │ │
└────────┼────────┘

VERIFICATION


TRUST

┌─────┴─────┐
▼ ▼
RETRIEVAL DECISION
│ │
└─────┬─────┘

POLICY


CAPABILITY


EXECUTION

A consequência é muito importante:

O Agentic Work deixa de ser apenas um sistema que “encontra informações” e passa a saber avaliar a qualidade e a confiabilidade dessas informações antes de utilizá-las.


PRD-030 — Agentic Multi-Agent Collaboration & Swarm Orchestration

O próximo passo natural é tratar o cenário em que um único agente não é suficiente.

A arquitetura já possui:

Supervisor Agent
Training Agent
Risk Agent
Compliance Agent
Workflow Agent
Decision Agent

Mas ainda precisamos definir como eles trabalham juntos.

O PRD-030 deverá estabelecer:

Agent Registry
Agent Discovery
Agent-to-Agent Authentication
Delegation
Task Handoff
Shared Context
Private Context
Agent Contracts
Agent Negotiation
Parallel Execution
Conflict Resolution
Agent Voting
Specialist Routing
Supervisor Patterns
Agent Failure
Agent Timeout
Agent Cancellation
Agent Result Verification

A arquitetura evoluirá para:

USER


SUPERVISOR AGENT

┌─────────────┼─────────────┐
▼ ▼ ▼
TRAINING AGENT RISK AGENT COMPLIANCE AGENT
│ │ │
└─────────────┼─────────────┘

DECISION AGENT


POLICY ENGINE


EXECUTION

Mas com uma regra fundamental:

Multi-agent não significa autoridade compartilhada.

Cada agente deverá continuar sujeito a:

Identity
→ Delegation
→ Capability
→ Policy
→ Verification

E, principalmente, o PRD-030 deverá impedir que a arquitetura vire um “swarm” descontrolado de chamadas entre agentes.

A colaboração será orquestrada, limitada, observável, autorizada e determinística sempre que possível.