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PRD-026 — Agentic Multi-Agent Orchestration & Specialist Agents

1. Objetivo​

O PRD-026 define a arquitetura para evoluir o Agentic Work de um único agente operacional para um sistema multi-agent especializado, no qual diferentes agentes podem colaborar para executar tarefas complexas.

A arquitetura deverá permitir, por exemplo:

“Analise esta permissão de trabalho e diga se podemos liberá-la.”

Essa solicitação poderá envolver:

Supervisor Agent
│
├── Work Permit Agent
├── Training Agent
├── Risk Agent
├── Compliance Agent
└── Document Agent

Porém, esses agentes não terão autoridade independente.

Todos continuarão submetidos a:

Identity
↓
Tenant Isolation
↓
Policy Engine
↓
Capability Registry
↓
Audit
↓
Verification

2. Princípio Fundamental

O sistema deverá separar:

Especialização​

“Qual agente possui conhecimento/capacidade adequada para resolver esta parte?”

de:

Autoridade​

“Quem está autorizado a realizar esta operação?”

Especialização pertence ao Agent Orchestrator.

Autoridade continua pertencendo ao Policy Engine.

Agent Selection ≠ Authorization

Um agente especialista nunca poderá dizer:

“Eu sou o Training Agent, portanto posso alterar treinamentos.”

A alteração só ocorrerá se:

User
↓
Agent
↓
Capability
↓
Policy
↓
Authorization
↓
Execution

permitir.


3. Objetivos

O sistema deverá permitir:

  • decomposição de tarefas;
  • seleção dinâmica de especialistas;
  • execução paralela;
  • handoff entre agentes;
  • compartilhamento controlado de contexto;
  • isolamento de contexto sensível;
  • delegação de subtarefas;
  • agregação de resultados;
  • resolução de conflitos;
  • supervisão;
  • retry;
  • compensação;
  • cancelamento;
  • timeout;
  • prevenção de loops;
  • controle de custo;
  • auditoria completa.

4. Não Objetivos

O sistema não deverá permitir:

  • agentes criando agentes arbitrariamente;
  • agentes concedendo privilégios;
  • agentes modificando suas próprias policies;
  • agentes registrando capabilities sem aprovação;
  • agentes acessando APIs diretamente;
  • agentes compartilhando credenciais;
  • agentes ignorando o Policy Engine;
  • agentes alterando o próprio código em produção;
  • comunicação livre e ilimitada entre agentes.

5. Arquitetura

USER
│
▼
Conversation Runtime
│
▼
Intent Engine
│
▼
Agent Supervisor
│
┌────────────┼────────────┐
▼ ▼ ▼
Specialist A Specialist B Specialist C
│ │ │
└────────────┼────────────┘
▼
Shared Task Graph
│
▼
Capability Registry
│
▼
Policy Engine
│
┌─────────────┴─────────────┐
▼ ▼
Internal Runtime External Gateway
│ │
└─────────────┬─────────────┘
▼
Verification
│
▼
Event Fabric

6. Supervisor Agent

O Supervisor Agent será responsável por:

  1. compreender a tarefa;
  2. determinar se precisa de especialistas;
  3. decompor a tarefa;
  4. selecionar especialistas;
  5. construir o plano;
  6. distribuir subtarefas;
  7. acompanhar resultados;
  8. detectar conflitos;
  9. solicitar revisão;
  10. consolidar a resposta.

Ele não executará operações de negócio diretamente.


7. Specialist Agent

Um Specialist Agent representa uma especialização.

Exemplos:

work-permit-agent
training-agent
risk-agent
compliance-agent
document-agent
employee-agent
workflow-agent

Cada um possuirá:

interface AgentDefinition {
agentId: string;
version: string;

name: string;

description: string;

domains: string[];

capabilities: string[];

knowledgeScopes: string[];

inputSchema: JSONSchema;

outputSchema: JSONSchema;

allowedDelegations: string[];

status:
| "DRAFT"
| "ACTIVE"
| "DEPRECATED"
| "DISABLED";
}

8. Agent Registry

Assim como existe:

Capability Registry
Integration Registry
UI Registry

deverá existir:

Agent Registry

Ele será a fonte oficial dos agentes disponíveis.

Agent Registry
│
├── Supervisor
├── Training Agent
├── Risk Agent
├── Compliance Agent
└── Document Agent

9. Agent Discovery

O Supervisor não deverá enviar todos os agentes ao LLM.

Primeiro será realizado um filtro determinístico.

Intent
↓
Domain
↓
Required capabilities
↓
Knowledge scope
↓
Agent Registry
↓
Candidate Agents

Somente os candidatos relevantes serão apresentados ao modelo.


10. Agent Selection

A seleção poderá utilizar:

domain match
capability match
knowledge match
task type
historical success
latency
cost
availability
tenant configuration

Exemplo:

Task:
"Verifique treinamento NR-10"

Candidates:

Training Agent 0.98
Compliance Agent 0.72
Document Agent 0.31

O Training Agent será selecionado.


11. Agent Score

O score deverá ser explicável.

interface AgentSelectionScore {
agentId: string;

domainScore: number;
capabilityScore: number;
knowledgeScore: number;
availabilityScore: number;
costScore: number;

finalScore: number;
}

O score não substitui autorização.


12. Agent Task

Toda delegação deverá gerar uma tarefa formal.

interface AgentTask {
taskId: string;

parentTaskId?: string;

executionId: string;

sourceAgentId: string;

targetAgentId: string;

tenantId: string;

userId: string;

objective: string;

input: unknown;

requiredCapabilities: string[];

deadline?: string;

priority: "LOW" | "NORMAL" | "HIGH" | "CRITICAL";

status:
| "CREATED"
| "RUNNING"
| "WAITING"
| "COMPLETED"
| "FAILED"
| "CANCELLED";
}

13. Agent Contract

A comunicação entre agentes deverá obedecer a um contrato.

Agent A
│
│ AgentTask
▼
Agent B
│
│ AgentResult
▼
Agent A

Nunca deverá ocorrer:

Agent A → Agent B → acesso arbitrário a banco/API

14. Agent Result

interface AgentResult {
taskId: string;

agentId: string;

status:
| "SUCCESS"
| "PARTIAL"
| "FAILED"
| "UNCERTAIN";

result: unknown;

evidence: EvidenceReference[];

confidence?: number;

recommendations?: Recommendation[];

requestedActions?: RequestedAction[];

completedAt: string;
}

15. Evidence First

Agentes deverão retornar evidências sempre que possível.

Exemplo:

{
"result": {
"trainingValid": false
},
"evidence": [
{
"source": "lms",
"trainingId": "NR10",
"validUntil": "2026-08-15"
}
]
}

Isso alimentará diretamente o PRD-023.


16. Fact ≠ Opinion

O Agent Result deverá distinguir:

FACT
INFERENCE
RECOMMENDATION
UNCERTAINTY

Exemplo:

FACT:
Treinamento expirou em 15/08.

INFERENCE:
Trabalhador não atende ao requisito atual.

RECOMMENDATION:
Não liberar a permissão.

UNCERTAINTY:
Não foi encontrado certificado atualizado no LMS.

17. Delegation Model

O Supervisor poderá criar:

Sequencial​

A → B → C

Paralelo​

┌→ A ─┐
Task ──┼→ B ─┼→ Aggregate
└→ C ─┘

Condicional​

A
↓
IF
├── true → B
└── false → C

18. Parallel Execution

Quando tarefas forem independentes:

Training Agent
Risk Agent
Document Agent

poderão executar simultaneamente.

Isso reduz:

latência total

de:

A + B + C

para aproximadamente:

max(A, B, C)

mais overhead de orquestração.


19. Dependency Graph

A execução deverá ser representada como DAG.

interface AgentTaskGraph {
graphId: string;

nodes: AgentTask[];

edges: {
from: string;
to: string;
condition?: string;
}[];
}

Ciclos deverão ser rejeitados, salvo mecanismos explícitos de loop controlado.


20. Agent Handoff

Um agente poderá solicitar outro especialista.

Exemplo:

Work Permit Agent
↓
"Preciso verificar treinamento"
↓
Training Agent
↓
resultado
↓
Work Permit Agent

Mas o handoff deverá passar pelo Supervisor/Orchestrator.

O agente não deverá abrir uma cadeia arbitrária de chamadas.


21. Handoff Limit

Deverá existir:

maxDepth
maxTasks
maxHandoffs
maxExecutionTime
maxCost

Exemplo:

orchestration:
maxDepth: 5
maxTasks: 30
maxHandoffs: 10

22. Loop Prevention

O sistema deverá detectar:

A → B → C → A

e:

A → B → A → B

através de:

task lineage
agent history
capability history
correlationId
depth

23. Context Isolation

Nem todo contexto deverá ser compartilhado.

Exemplo:

User Context
│
├── Work Permit Agent
│
├── Training Agent
│
└── Medical Agent

O Medical Agent poderá receber apenas:

workerId
permitId
medical eligibility status

e não:

medical diagnosis
clinical notes

24. Context Projection

O Supervisor deverá criar uma projeção mínima do contexto.

interface AgentContextProjection {
sourceContextId: string;

targetAgentId: string;

allowedFields: string[];

redactedFields: string[];

purpose: string;

expiresAt?: string;
}

25. Least Context Principle

A regra será:

Um agente recebe apenas o contexto necessário para executar sua tarefa.

Isso reduz:

  • risco de vazamento;
  • tokens;
  • confusão;
  • prompt injection;
  • exposição de dados.

26. Tenant Isolation

Toda AgentTask deverá possuir:

tenantId
userId
sessionId
conversationId

Um agente não poderá:

Agent Tenant A
↓
query
↓
Tenant B

Mesmo se possuir capability tecnicamente compatível.


27. User Delegation

Uma tarefa iniciada pelo usuário deverá preservar a autoridade original.

User
↓
Supervisor
↓
Training Agent
↓
Capability
↓
Policy

O Training Agent não poderá receber mais privilégios que o usuário.


28. Service Delegation

Algumas tarefas poderão ser iniciadas pelo sistema.

Nesse caso:

Actor = SYSTEM

e deverão possuir uma policy explícita.

Exemplo:

TrainingExpirationScanner

poderá detectar vencimentos, mas não necessariamente alterar registros.


29. Agent Identity

Cada agente deverá possuir identidade técnica.

interface AgentPrincipal {
agentId: string;
agentVersion: string;

executionId: string;

parentAgentId?: string;

delegationChain: string[];
}

A cadeia completa deverá estar disponível para auditoria.


30. Capability Boundary

Agente não possui “poderes implícitos”.

Exemplo:

Training Agent

poderá ter:

training.search
training.getStatus
training.getCertificate

Mas não:

workPermit.approve

a menos que isso seja explicitamente registrado e autorizado.


31. Agent Knowledge Scope

Cada agente também poderá possuir um escopo de conhecimento.

agentId: training-agent

knowledgeScopes:
- training
- certification
- employee.training

Isso evita enviar todo o HAG para cada agente.


32. HAG Integration

O Agent Registry deverá estar conectado ao Knowledge Graph existente.

Agent
↓
Semantic IDs
↓
Knowledge Graph
↓
Documentation
↓
Capabilities

Exemplo:

training-agent
│
├── training
├── employee.training
└── certification

33. Dynamic Knowledge Retrieval

Quando o agente receber uma tarefa:

Task
↓
Knowledge Scope
↓
HAG
↓
Keyword/BM25
↓
Wikilinks
↓
Vectorize

seguindo o PRD-003.

Não deverá carregar uma base inteira de conhecimento no prompt.


34. Specialist Prompt

Cada agente poderá possuir instruções específicas:

Training Agent:
- interpretar validade de treinamentos;
- verificar requisitos;
- utilizar training capabilities;
- nunca aprovar Work Permit;
- nunca alterar policy.

Essas instruções serão complementares às policies, nunca superiores a elas.


35. Prompt Injection Protection

Dados provenientes de:

  • LMS;
  • documentos;
  • e-mails;
  • APIs;
  • usuários;
  • páginas externas;

serão tratados como dados, não instruções.

External Data
≠
Agent Instructions

36. Conflict Resolution

Dois agentes poderão discordar.

Exemplo:

Training Agent:
PASS

Compliance Agent:
FAIL

O Supervisor não deverá escolher arbitrariamente.

Deverá criar:

Decision
↓
Conflict
↓
Evidence comparison
↓
Policy / Rule evaluation
↓
Resolution

37. Authority of Evidence

As evidências deverão possuir autoridade.

Exemplo:

Government source
>
Official SST record
>
Verified external integration
>
Unverified document
>
LLM inference

A hierarquia deverá ser configurável por domínio.


38. Consensus

Consensus poderá ser utilizado somente quando fizer sentido.

Exemplo:

Risk Agent → HIGH
Compliance Agent → HIGH
Training Agent → PASS

O resultado poderá ser:

Training requirement = PASS
Overall release risk = HIGH

Não se deverá reduzir múltiplos fatos a uma votação simplista.


39. Decision Agent

Um agente especializado em decisão poderá consumir:

Facts
Rules
Risks
Constraints
Evidence

e produzir:

DecisionResult

seguindo o PRD-023.


40. Human Escalation

Se houver conflito material:

Agent A → PASS
Agent B → FAIL

e não existir regra determinística para resolver:

Decision Center

deverá receber uma solicitação.


41. Human-in-the-Loop

O sistema deverá suportar:

APPROVE
REJECT
REQUEST_INFORMATION
OVERRIDE
ASSIGN

Porém OVERRIDE deverá ser extremamente controlado.

Um humano também não deverá conseguir ultrapassar políticas técnicas críticas sem um mecanismo administrativo explicitamente autorizado.


42. Agent Approval ≠ User Approval

Um agente dizendo:

"approved"

não equivale a:

Human Approval

nem a:

Policy Authorization

São estados distintos.


43. Agentic Workflow Integration

O multi-agent deverá integrar-se ao PRD-019.

Exemplo:

Workflow
│
▼
Supervisor
│
├── Training Agent
├── Risk Agent
└── Compliance Agent
│
▼
Decision
│
▼
Workflow Transition

44. Event Integration

O PRD-020 poderá disparar tarefas multi-agent.

Exemplo:

TrainingExpired
↓
Event Fabric
↓
Proactive Intelligence
↓
Supervisor
↓
Training Agent
↓
Risk Agent
↓
Work Permit Agent

45. Exception Handling

O PRD-024 continuará sendo responsável pelos erros.

Exemplo:

Training Agent
↓
External LMS
↓
TIMEOUT

O sistema poderá:

retry
wait
fallback
escalate

mas o agente não deverá inventar um resultado.


46. Partial Success

Exemplo:

Training Agent → SUCCESS
Risk Agent → SUCCESS
Document Agent → FAILED

O Supervisor deverá retornar:

PARTIAL

e indicar exatamente o que faltou.


47. Agent Fallback

Um agente poderá possuir fallback.

Training Agent A
↓
unavailable
↓
Training Agent B

Porém o fallback deverá ser registrado e autorizado.

Não poderá simplesmente escolher qualquer LLM ou serviço.


48. Model Routing

Agentes diferentes poderão utilizar modelos diferentes.

Por exemplo:

Simple extraction
→ small/fast model

Complex decision support
→ stronger model

A seleção deverá ser governada por:

task complexity
risk
latency
cost
availability

49. Deterministic First

Mesmo no ambiente multi-agent:

Deterministic
↓
Structured retrieval
↓
Rules
↓
Existing capabilities
↓
LLM

O simples não deverá ser transformado em uma colaboração multi-agent desnecessária.


50. Agent Escalation

Um agente poderá solicitar escalonamento quando:

confidence < threshold
required capability unavailable
conflicting evidence
policy ambiguity
critical risk
external dependency unavailable

51. Cost Control

Cada task deverá possuir orçamento.

interface AgentBudget {
maxTokens?: number;

maxModelCalls?: number;

maxExecutionTimeMs?: number;

maxCost?: number;

maxDelegations?: number;
}

Quando excedido:

STOP

ou:

HUMAN_REVIEW

conforme policy.


52. Agent Performance

O sistema deverá medir:

task latency
selection accuracy
success rate
handoff count
failure rate
cost
token usage
LLM calls
clarification rate

53. Agent Quality Metrics

Além das métricas gerais do PRD-014:

Agent Selection Accuracy
Agent Task Success Rate
Handoff Success Rate
Agent Conflict Rate
Agent Escalation Rate
Agent Fallback Rate
Agent Loop Rate

54. Observability

Cada task deverá gerar spans:

Supervisor
├── AgentSelection
├── AgentTask
│ ├── Knowledge
│ ├── Capability
│ ├── Policy
│ └── Execution
└── Aggregation

Tudo deverá compartilhar:

traceId
correlationId
executionId

55. Audit

A auditoria deverá responder:

Qual agente pediu determinada operação?

Exemplo:

User
↓
Supervisor
↓
Compliance Agent
↓
Work Permit Agent
↓
workPermit.release
↓
Policy
↓
Human Approval
↓
Execution

A cadeia completa deverá ser registrada.


56. No Chain-of-Thought Logging

O sistema deverá registrar:

decision
evidence
confidence
reason codes
selected capability
policy result

mas não deverá armazenar raciocínio interno privado do modelo.


57. Agent Lifecycle

DRAFT
↓
VALIDATING
↓
EVALUATING
↓
APPROVED
↓
CANARY
↓
ACTIVE
↓
DEPRECATED
↓
RETIRED

O lifecycle deverá integrar-se ao PRD-016.


58. Agent Versioning

Toda execução deverá registrar:

agentVersion
capabilityVersion
policyVersion
knowledgeVersion
uiManifestVersion
runtimeVersion
modelVersion

Isso permite reproduzir posteriormente o comportamento operacional.


59. Compatibility

Um agente poderá declarar dependências:

dependencies:
capabilities:
- training.getStatus@^2.0

knowledge:
- training@^4.0

policies:
- training-policy@^3.0

Uma release incompatível deverá ser bloqueada pelo Release Manager.


60. Agent Sandbox

Novos agentes deverão ser testados em sandbox:

Agent
↓
Simulation
↓
Mock Capabilities
↓
Mock External Systems

antes de acessar produção.


61. Evaluation Dataset

Cada agente deverá possuir casos de avaliação.

Exemplo para Training Agent:

valid training
expired training
missing training
duplicate training
future training
conflicting certificates
unknown employee

62. Security Evaluation

Deverão existir testes para:

cross-tenant request
privilege escalation
prompt injection
malicious external data
credential leakage
unauthorized capability
agent loop
delegation abuse
context leakage

63. Agent Kill Switch

O sistema deverá permitir desabilitar um agente individualmente:

training-agent
STATUS = DISABLED

Sem necessariamente desligar todo o Agentic Work.


64. Capability Kill Switch

Também deverá ser possível desligar uma capability:

training.external.update

sem desligar:

training.external.getStatus

65. Blast Radius

Cada agente deverá declarar seu potencial de impacto.

riskProfile:
maxRisk: HIGH
canMutate: true
canExternalWrite: true
canBulkOperate: false

Isso será usado pelo Policy Engine.


66. Multi-Agent Approval

Uma operação de alto risco poderá exigir:

Supervisor
↓
Specialist
↓
Decision
↓
Human
↓
Capability

Nunca:

Supervisor
↓
Specialist
↓
Specialist approves itself

67. Example — Work Permit Release

Usuário:

“Analise a permissão WP-10231 e libere se estiver tudo correto.”

O Supervisor cria:

Task 1:
Work Permit Agent

paralelamente:

Task 2:
Training Agent

Task 3:
Risk Agent

Task 4:
Compliance Agent

Resultados:

Training → PASS
Risk → PASS
Compliance → PASS
Work Permit → READY

O Decision Engine consolida:

Decision:
RECOMMENDED_FOR_RELEASE

Policy:

ALLOW

Caso a capability exija confirmação:

CONFIRMATION_REQUIRED

Usuário:

“Sim.”

Então:

workPermit.release
↓
verification
↓
SUCCESS

68. Exemplo de Conflito

Training Agent
→ PASS

Compliance Agent
→ FAIL

O Supervisor não executará:

release

automaticamente.

Ele produzirá:

Decision:
REQUIRES_REVIEW

com:

Evidence A
Evidence B
Conflict
Applicable rules
Recommended resolution

e enviará ao Decision Center.


69. Agent-to-Agent Security Model

Toda mensagem entre agentes deverá ser:

authenticated
authorized
tenant-bound
schema-validated
correlated
audited
time-bounded

70. Architecture Rule

Uma regra arquitetural deverá ser aplicada em todo o sistema:

Agent-to-agent communication is orchestration, not authorization.

Ou seja:

Agent A
↓
Agent B

não concede autorização.

Somente:

Policy Engine

pode autorizar a operação.


71. Primeiro Vertical Slice

A primeira implementação deverá utilizar o domínio Work Permit.

Supervisor​

work-permit-supervisor

Specialists​

work-permit-agent
training-agent
risk-agent
compliance-agent

Capabilities​

Reutilizar as capabilities existentes:

workPermit.get
workPermit.search
workPermit.updateValidity
training.getStatus
risk.evaluate
workPermit.release

72. Primeiro Caso de Uso

Comando:

“Analise esta permissão e me diga se ela pode ser liberada.”

Fluxo:

Conversation
↓
Intent
↓
Supervisor
↓
┌─────────────────────┐
│ Training Agent │
│ Risk Agent │
│ Compliance Agent │
└─────────────────────┘
↓
Evidence Aggregation
↓
Decision Engine
↓
Recommendation

Não haverá execução automática na primeira versão.

O objetivo inicial é validar:

delegation
context isolation
evidence
aggregation
conflict resolution
latency
audit

73. Segunda Fase

Adicionar:

“Se estiver tudo correto, libere.”

Agora:

Analysis
↓
Decision
↓
Policy
↓
Confirmation
↓
workPermit.release
↓
Verification

74. Critérios de Aceitação

  • Agent Registry implementado.
  • Supervisor Agent implementado.
  • Specialist Agent model implementado.
  • Agent Task Contract implementado.
  • Agent Result Contract implementado.
  • Agent discovery implementado.
  • Agent selection implementado.
  • Task DAG implementado.
  • Parallel execution implementado.
  • Handoff controlado implementado.
  • Loop prevention implementado.
  • Maximum delegation depth implementado.
  • Context projection implementado.
  • Sensitive context isolation implementado.
  • Tenant isolation validado.
  • User delegation validado.
  • Agent identity implementada.
  • Capability boundary validado.
  • HAG integration implementada.
  • Evidence model integrado ao Decision Engine.
  • Conflict resolution implementado.
  • Human escalation implementado.
  • Agent fallback implementado.
  • Budget control implementado.
  • Agent observability implementada.
  • Agent audit implementado.
  • Agent lifecycle implementado.
  • Agent versioning integrado ao PRD-016.
  • Sandbox implementado.
  • Evaluation framework integrado ao PRD-014.
  • Security tests implementados.
  • Agent kill switch implementado.
  • Capability kill switch integrado.
  • Blast-radius policy implementada.
  • Work Permit vertical slice funcionando.

Evidência parcial de implementação — 2026-09-04​

O modelo de agentes declara identidade, versão, domínios, capabilities, escopos de conhecimento, delegações permitidas e lifecycle. O registry de capabilities bloqueia lifecycle DISABLED; controles de emergência persistentes por tenant, capability ou plataforma são reavaliados antes de uma mutação de workflow. A Policy Engine exige escalonamento para ações que ultrapassam blast radius, e o dispatcher falha fechado antes de executar a chamada interna.

Em 2026-09-05, os contratos de orquestração e capability passaram com 39 testes em 8 arquivos. O canário de swarm confirmou duas tarefas, conflito sob revisão, dois handoffs, validador independente, contexto apenas por hash, cancelamento/timeout persistentes, isolamento e cleanup remainingRows:0, sempre sem autoridade de execução. O AgentRegistry.discover foi também revalidado isoladamente (6 testes e typecheck): retorna somente especialistas ACTIVE que atendem simultaneamente a domínio e capability solicitados, preservando os escopos declarados de contexto. A seleção explícita também foi implementada: filtra especialistas ativos por domínio, capability e escopo de conhecimento, calcula scores explicáveis de domínio, capability, conhecimento, disponibilidade e custo, e retorna uma escolha determinística sem autoridade de execução. O workflow durável de análise de Work Permit também foi revalidado (9 testes e typecheck): dispara em paralelo os quatro especialistas independentes, persiste seus resultados e somente então agrega a evidência, sem conceder autoridade de execução. O AgentSandbox executa somente respostas mockadas clonadas, sem binding de produção, sem persistência e sem autoridade; capabilities não registradas falham fechadas. O adaptador de avaliação conecta cada caso versionado de agente ao evaluateSuite do PRD-014, executando a capability mockada e preservando gates de regressão e segurança. O canário de LMS em produção confirmou o slice inicial completo: análise de Work Permit com quatro especialistas e recomendação, rota de revisão por evidência insuficiente, isolamento de contexto, integração verificada e cleanup remainingRows:0; a primeira fase não executa a liberação automaticamente.

Em 2026-09-06, a regressão atual do workflow, análise de Work Permit, rota de análises e delegações passou com 14 testes. O typecheck do Agent passou novamente, e o health público do Worker confirmou runtime e bindings. A classificação PROVEN_CLOUDFLARE permanece sustentada pelo canário remoto já registrado; esta validação atual confirmou os contratos unitários mais próximos.


75. Resultado Arquitetural

Com o PRD-026, o Agentic Work deixa de ser conceitualmente:

"um chatbot que executa ações"

e passa a ser:

AGENTIC WORKFORCE
│
┌───────┴───────┐
│ SUPERVISOR │
└───────┬───────┘
│
┌─────────────┼─────────────┐
▼ ▼ ▼
Specialist Specialist Specialist
│ │ │
└─────────────┼─────────────┘
▼
DECISION ENGINE
│
POLICY ENGINE
│
CAPABILITY RUNTIME
│
┌────────────┴────────────┐
▼ ▼
INTERNAL EXTERNAL
SYSTEMS SYSTEMS

A consequência mais importante é que podemos agora construir agentes especialistas por domínio sem fragmentar segurança, identidade, auditoria e governança.


PRD-027 — Agentic Identity, Delegation & Credentialed Agency

O próximo PRD deverá resolver uma questão que agora se torna fundamental:

Quem é o agente quando ele age em nome de alguém?

Precisaremos formalizar a diferença entre:

Human Identity
↓
User Session
↓
Agent Identity
↓
Delegated Authority
↓
Capability
↓
External Credential

O PRD-027 deverá definir identidade de agentes, workload identity, delegação de autoridade, OAuth/OIDC, service-to-service authorization, tokens de curta duração, credential vaulting, credential rotation, user delegation, tenant delegation, scopes, audience, consentimento, step-up authentication, impersonation control, service accounts, mTLS, external identity mapping, revogação e a cadeia criptograficamente verificável de “quem autorizou o quê”.

Isso será especialmente importante agora que o PRD-025 permite ao Agentic Work atuar em sistemas externos e o PRD-026 permite que múltiplos agentes colaborem.