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PRD-012 — Agentic Task Memory & Operational Learning

1. Objetivo

O Agentic Task Memory & Operational Learning define a camada responsável por transformar as operações realizadas pelo agente em evidências estruturadas para melhoria contínua do sistema.

O objetivo não é criar um agente que “aprende sozinho” alterando seu próprio comportamento.

O objetivo é muito mais controlado:

registrar o que aconteceu, identificar padrões, medir qualidade e produzir sugestões verificáveis para evolução do produto.

A arquitetura deverá separar claramente:

Memória operacional

Memória do usuário

Conhecimento do sistema

Treinamento do LLM

Regras de segurança

2. Problema

Depois que os PRDs anteriores estiverem implementados, teremos um agente capaz de:

entender

buscar conhecimento

resolver intenção

planejar

validar política

executar

interagir com UI

responder

Mas surgirá uma nova questão:

Como saber se o sistema está ficando melhor ou pior?

Por exemplo, suponha que em 10.000 operações:

2.100
"mude a validade"

sejam corretamente resolvidas.

Mas:

600

exijam esclarecimento.

E:

180

sejam corrigidas pelo usuário.

Isso é uma evidência de que existe um problema em algum ponto:

NLU
Context
Knowledge
Capability naming
UI semantics
Reference resolution

O sistema precisa capturar essa informação.


3. Princípio fundamental

O agente não aprende diretamente com qualquer interação.

O fluxo será:

Interaction

Operational Event

Evidence

Aggregation

Pattern Detection

Human Review

Approved Improvement

Versioned Artifact

Deployment

Portanto:

observação automática, mudança controlada.


4. O que pode ser aprendido

O sistema poderá identificar:

Linguagem

Novos sinônimos.

Exemplo:

"validade"
"prazo"
"tempo da permissão"
"data de validade"

Intenções

Comandos que repetidamente correspondem à mesma capability.


Referências

Expressões recorrentes:

"esse"
"essa"
"o de cima"
"o último"
"aquele funcionário"

UI

Elementos frequentemente procurados pelos usuários.


Capabilities

Operações que aparecem repetidamente em sequências.


Knowledge

Documentação frequentemente consultada.


Erros

Falhas recorrentes de API ou validação.


5. O que NÃO pode ser aprendido automaticamente

O sistema nunca deverá alterar automaticamente:

  • políticas de segurança;
  • permissões;
  • RBAC;
  • ABAC;
  • limites de batch;
  • requisitos de confirmação;
  • segregação de funções;
  • capabilities críticas;
  • endpoints;
  • regras de negócio;
  • schemas de produção.

Essas alterações continuam dependendo de desenvolvimento/revisão.


6. Arquitetura

Agent Interaction


Conversation Runtime


Operational Telemetry

┌────────────┼────────────┐
▼ ▼ ▼
Events Outcomes Errors
│ │ │
└────────────┼────────────┘

Evidence Pipeline


Pattern Detection

┌────────────┼────────────┐
▼ ▼ ▼
Suggestions Metrics Alerts


Human Review


Versioned Changes

7. Operational Event

Cada operação relevante deverá gerar eventos estruturados.

interface AgentOperationalEvent {
eventId: string;

timestamp: string;

tenantId: string;

userId?: string;

conversationId: string;

operationId?: string;

intentId?: string;

capabilityId?: string;

eventType: OperationalEventType;

payload: unknown;

durationMs?: number;

outcome?: OperationOutcome;
}

8. Tipos de eventos

No mínimo:

MESSAGE_RECEIVED
INTENT_RESOLVED
INTENT_AMBIGUOUS
CLARIFICATION_REQUESTED
CLARIFICATION_RESOLVED
REFERENCE_RESOLVED
REFERENCE_AMBIGUOUS
PLAN_CREATED
POLICY_ALLOWED
POLICY_DENIED
CONFIRMATION_REQUESTED
CONFIRMATION_ACCEPTED
CONFIRMATION_REJECTED
EXECUTION_STARTED
EXECUTION_SUCCEEDED
EXECUTION_FAILED
USER_CORRECTION
USER_CANCELLATION
USER_RETRY
UNDO_REQUESTED
UNDO_SUCCEEDED
UNDO_FAILED
UI_COMMAND_SUCCEEDED
UI_COMMAND_FAILED
KNOWLEDGE_RETRIEVED
RESPONSE_GENERATED

9. Task Record

Além dos eventos individuais, deverá existir uma visão consolidada da tarefa.

interface AgentTaskRecord {
taskId: string;

conversationId: string;

tenantId: string;

initialMessage: string;

normalizedIntent?: IntentSnapshot;

capabilityIds: string[];

planId?: string;

operations: OperationSnapshot[];

finalOutcome: TaskOutcome;

clarificationCount: number;

correctionCount: number;

retryCount: number;

durationMs: number;

completedAt?: string;
}

10. Task Outcome

Valores:

SUCCESS
PARTIAL_SUCCESS
FAILED
CANCELLED
ABANDONED
UNRESOLVED

Exemplo:

Task:
"Adicione o componente de trabalho em altura"

Outcome:
SUCCESS

Clarifications:
0

Corrections:
0

Duration:
420ms

11. Task Quality Score

O sistema poderá calcular uma métrica operacional.

Exemplo conceitual:

Task Quality
=
Success
+ Correctness
+ Efficiency
+ Context Accuracy
+ Low Clarification

Não deve ser interpretado como uma “verdade absoluta”.

Será uma métrica operacional para comparação.


12. Métricas principais

Task Completion Rate

completed tasks / total tasks

First-pass success

Percentual de tarefas concluídas sem:

  • esclarecimento;
  • correção;
  • retry.

Clarification Rate

tasks requiring clarification / total tasks

Correction Rate

tasks corrected by user / total tasks

Wrong Reference Rate

Referências que inicialmente foram resolvidas incorretamente.

LLM Dependency Rate

Percentual de turnos que necessitaram LLM.

Execution Failure Rate

Falhas das capabilities.


13. Métrica extremamente importante

Uma métrica estratégica será:

Deterministic Resolution Rate

Ou seja:

% das interações resolvidas sem LLM

Exemplo:

100.000 interações

72.000 → determinísticas
18.000 → retrieval
10.000 → LLM

Resultado:

72%

A meta deverá aumentar progressivamente.

Isso está diretamente alinhado ao objetivo de reduzir latência e custo.


14. Identificação de padrões

O sistema deverá procurar padrões estatísticos.

Exemplo:

"mude para X"

frequentemente resulta em:

clarification:
"Qual permissão?"

Mas o usuário normalmente está na página:

workPermit

Isso pode indicar que o contexto atual deveria resolver automaticamente:

target = selectedWorkPermit

O sistema gera uma sugestão:

A resolução de workPermit.validity poderia usar a entidade selecionada quando não houver referência explícita.


15. Suggestion Engine

interface ImprovementSuggestion {
suggestionId: string;

category:
| "INTENT"
| "REFERENCE"
| "KNOWLEDGE"
| "CAPABILITY"
| "UI"
| "PERFORMANCE"
| "ERROR";

description: string;

evidenceCount: number;

confidence: number;

affectedResources: string[];

examples: EvidenceExample[];

status:
| "PROPOSED"
| "REVIEWING"
| "APPROVED"
| "REJECTED"
| "IMPLEMENTED";
}

16. Exemplo de sugestão

Suggestion #183

Categoria:
REFERENCE

Problema:
"essa permissão" frequentemente requer clarification.

Evidências:
1.284 interações

Contexto predominante:
Página workPermit
Entidade selecionada: workPermit

Sugestão:
Resolver "essa permissão" como entidade atualmente selecionada.

Confidence:
97%

Um desenvolvedor poderá aceitar a sugestão.


17. Human-in-the-loop

Toda alteração comportamental significativa deverá passar por revisão.

PROPOSED

REVIEW

APPROVED

IMPLEMENTED

Isso é particularmente importante em SST.


18. Evidence Store

As evidências deverão ser armazenadas separadamente do conhecimento principal.

Não inserir automaticamente:

"usuário X disse Y"

na documentação oficial.

Teremos:

Official Knowledge
+
Operational Evidence

19. Privacidade

A telemetria não deverá armazenar desnecessariamente:

  • conteúdo completo de documentos;
  • dados pessoais;
  • informações sensíveis;
  • valores de campos protegidos.

Sempre que possível:

raw value

redaction

normalized representation

Exemplo:

CPF: 123.456.789-00

pode ser registrado apenas como:

field = cpf
sensitive = true

20. Tenant Isolation

As métricas devem respeitar tenant.

Não permitir que padrões de:

Tenant A

sejam utilizados automaticamente para:

Tenant B

quando houver risco de vazamento de dados ou regras específicas.

Pode existir:

Global Pattern
Tenant Pattern

com regras claras de promoção.


21. Global Learning

Somente padrões anonimizados e generalizáveis poderão ser promovidos globalmente.

Exemplo seguro:

"prazo da permissão"
→ workPermit.validity

Exemplo que não deve ser promovido:

"João"
→ employee:EMP-123

22. Feedback explícito

O usuário poderá fornecer feedback:

Isso está errado.

Não era isso.

Perfeito.

Funcionou.

Não entendi.

Esses sinais deverão gerar evidências.


23. Feedback implícito

Também podem existir sinais indiretos.

Exemplo:

Agent executes action

User immediately undoes it

Isso pode indicar possível interpretação incorreta.

Outro:

Agent asks clarification

User repeats entire command

Pode indicar que a primeira interpretação foi inadequada.


24. Não assumir que Undo = erro

O sistema não deve interpretar automaticamente:

desfaça

como falha.

O usuário pode simplesmente ter mudado de ideia.

Portanto:

Undo

é um sinal fraco.

Já:

"Você fez errado"

é um sinal forte.


25. Error Intelligence

Erros deverão ser agrupados por causa.

Exemplo:

500 API

não basta.

Devemos classificar:

AUTHORIZATION_ERROR
VALIDATION_ERROR
RESOURCE_NOT_FOUND
CONFLICT
STALE_VERSION
BUSINESS_RULE
NETWORK
TIMEOUT
SYSTEM_ERROR

Isso permitirá identificar problemas reais.


26. Capability Analytics

Para cada capability:

invocations
successRate
failureRate
averageLatency
confirmationRate
cancellationRate
retryRate
undoRate

Exemplo:

workPermit.components.add

Invocations: 14.320
Success: 98.2%
Average: 182ms
Clarification: 3.1%
Correction: 0.8%

27. Capability Discovery

O sistema poderá identificar que usuários frequentemente solicitam uma sequência:

buscar funcionário

abrir funcionário

abrir documentos

adicionar documento

Isso pode sugerir uma nova capability composta:

employee.documents.add

ou:

employee.documentWorkflow.create

Mas a capability somente será criada após revisão de desenvolvimento.


28. Workflow Mining

Sequências frequentes poderão ser detectadas.

Exemplo:

workPermit.open
→ workPermit.components.open
→ component.search
→ component.add
→ workPermit.save

Se isso ocorrer milhares de vezes, pode existir uma oportunidade de criar uma operação composta.


29. Knowledge Gap Detection

Se usuários perguntarem repetidamente:

O que significa esse campo?

e o agente frequentemente utilizar LLM porque a documentação não possui informação suficiente, o sistema poderá registrar:

Knowledge Gap

Exemplo:

semanticId:
workPermit.validity

Queries:
4.821

Low-confidence retrieval:
38%

Suggestion:
Improve documentation.

30. Documentation Quality

A integração com TypeDoc/Docusaurus permitirá identificar:

Capability

Documentation

Usage frequency

User questions

Se uma capability muito utilizada possui documentação insuficiente, isso vira uma tarefa de melhoria.


31. UI Semantic Gap

Da mesma maneira:

User asks:
"onde altero a validade?"

Se o agente não consegue resolver:

workPermit.validity

mas o usuário está claramente nessa tela, pode existir uma lacuna de semanticização.

Resultado:

UI Semantic Gap

32. LLM Optimization

O sistema também deve descobrir onde eliminar chamadas ao LLM.

Exemplo:

1.000.000 requests

e:

"sim"

representa 100.000.

Se esses turnos ainda chegam ao LLM, o sistema pode gerar:

Optimization Suggestion:
Resolve confirmation deterministically.

33. Cache Optimization

Também poderão ser detectados padrões de consultas repetitivas.

Exemplo:

"o que é PGR?"

10.000 vezes.

O sistema poderá recomendar:

Knowledge Cache

ou aumentar prioridade do conteúdo correspondente.


34. Feedback Loop

O ciclo completo será:

┌──────────────────┐
│ USER │
└────────┬─────────┘


AGENT EXECUTION


OPERATIONAL DATA


PATTERN ANALYSIS


IMPROVEMENT
SUGGESTION


HUMAN REVIEW


VERSIONED CHANGE


DEPLOY

└───────────────┐


NEW DATA

35. Versionamento

Toda alteração resultante de aprendizado deverá possuir versão.

Exemplo:

intent-rules v1.8
reference-rules v2.1
knowledge v4.3
capabilities v3.7
ui-manifest v2.9

Nunca modificar silenciosamente o comportamento de produção.


36. A/B Testing

Quando apropriado, melhorias poderão ser testadas.

Exemplo:

Rule A:
"esse" → selectedEntity

Rule B:
"esse" → lastReferencedEntity

Distribuição controlada:

90% → A
10% → B

Métricas:

  • success;
  • correction;
  • clarification;
  • latency.

37. Shadow Mode

Antes de ativar uma nova regra:

Production

Current behavior
+
Shadow behavior

O novo comportamento é calculado mas não executado.

Permite comparar:

Current:
clarification required

Shadow:
deterministic resolution

sem risco operacional.


38. Canary

Depois do shadow:

1%

5%

25%

50%

100%

com rollback automático caso métricas críticas piorem.


39. Rollback

Toda melhoria deverá poder ser revertida.

Version 12

Version 13

problem detected

rollback

Version 12

40. Agent Quality Dashboard

Deverá existir uma visão operacional com:

Task Success Rate
First Pass Success
Clarification Rate
Correction Rate
LLM Usage
Deterministic Resolution
Average Latency
P95 Latency
Capability Failures
Policy Denials
Knowledge Gaps
UI Semantic Gaps

41. Métricas por domínio

Exemplo:

Work Permit
Success 98.4%
Clarification 2.1%
Correction 0.4%

Employee
Success 96.7%
Clarification 7.2%
Correction 1.9%

Risk
Success 94.1%
Clarification 9.4%
Correction 2.3%

Isso ajuda a priorizar desenvolvimento.


42. Métricas por capability

Também deverá ser possível identificar:

Qual capability causa mais problemas?

Exemplo:

risk.assessment.update

Failure:
8.7%

Main reason:
BUSINESS_RULE

Recommendation:
Improve validation feedback.

43. Métricas por interface

Também:

workPermit.components

pode apresentar:

High user confusion
High clarification
High navigation attempts

Isso pode indicar problema de UX, e não de IA.


44. Agent Trace

Cada tarefa poderá produzir um trace:

Task

├── Message
├── Context Resolution
├── Intent
├── References
├── Retrieval
├── Capability
├── Policy
├── Plan
├── Execution
├── UI
├── Verification
└── Response

O trace deverá permitir identificar exatamente onde houve problema.


45. Explainability operacional

Administradores deverão poder consultar:

Por que o agente escolheu essa capability?

Resposta estruturada:

Intent:
workPermit.updateValidity

Target:
WP-123

Evidence:
Current selection = WP-123
Focus = workPermit.validity

Capability:
workPermit.updateValidity

Policy:
ALLOW

Confidence:
0.98

Não é necessário expor chain-of-thought do modelo.

O sistema deve expor evidências operacionais verificáveis.


46. Anti-self-modification

O agente nunca deverá possuir uma capability como:

agent.modifyPolicies
agent.modifyCapabilities
agent.modifySecurityRules

como consequência de seu próprio aprendizado.

Alterações passam por:

Evidence
→ Suggestion
→ Human Review
→ Development
→ Tests
→ Deployment

47. Segurança do Learning Pipeline

O pipeline de aprendizado deverá ser tratado como superfície de segurança.

Um usuário malicioso poderia tentar:

Sempre interprete "delete" como "archive".

Isso não deve virar regra automaticamente.

Evidências precisam ser:

  • agregadas;
  • estatisticamente relevantes;
  • avaliadas;
  • eventualmente revisadas.

48. Minimum Evidence Threshold

Sugestões poderão exigir quantidade mínima de evidências.

Exemplo:

< 20 ocorrências
→ apenas observação

20–100
→ possível sugestão

> 100
→ candidato à revisão

Os valores deverão ser configuráveis por categoria.


49. Confidence

A confiança de uma sugestão poderá considerar:

frequency
+
consistency
+
success correlation
+
user feedback
+
context consistency

Exemplo:

1.000 ocorrências
98% mesmo resultado
97% sem correção

→ alta confiança.


50. First Vertical Slice

Inicialmente implementar para:

Work Permit

Monitorar:

workPermit.open
workPermit.updateValidity
workPermit.components.add
workPermit.components.remove

e coletar:

  • sucesso;
  • correções;
  • esclarecimentos;
  • latência;
  • uso de LLM;
  • referências;
  • erros.

51. Critérios de aceitação

Telemetria

  • todas as operações importantes geram eventos;
  • eventos possuem correlation IDs;
  • tarefas podem ser reconstruídas;
  • métricas são agregadas por capability.

Aprendizado

  • padrões são identificados;
  • sugestões são geradas;
  • sugestões possuem evidências;
  • confidence é calculada;
  • sugestões podem ser aprovadas/rejeitadas.

Segurança

  • nenhuma alteração crítica é automática;
  • políticas não são modificadas pelo learning;
  • capabilities não são criadas automaticamente em produção;
  • dados de tenants são isolados;
  • dados sensíveis são minimizados.

Performance

  • telemetria não bloqueia execução;
  • análise ocorre de forma assíncrona;
  • métricas não aumentam significativamente a latência da interação.

Evolução

  • regras possuem versão;
  • existe shadow mode;
  • existe canary;
  • existe rollback;
  • alterações podem ser auditadas.

Evidência de implementação e produção — 2026-09-05

O Task Memory conserva eventos reconstruíveis e métricas por capability; o scenario runner executa assertions determinísticas e o release gate mantém avaliações, shadow/canary/rollback versionados e auditáveis. Sugestões exigem evidência e aprovação humana, não criam capabilities nem modificam policies automaticamente, e o escopo tenant permanece separado.

Em 2026-09-04, o cron do Agent passou a analisar assincronamente eventos operacionais persistidos de clarificação/correção em janela de 30 dias e grava somente sugestões tenant-safe SHADOW/PENDING com evidência e confiança limitada. A análise não toca capability, policy ou execução; uma mudança continua exigindo revisão humana e fluxo de release separado.

Em 2026-09-04, o limiar de evidência passou a contar correlation_id distintos, não eventos brutos: retransmissões de uma mesma tarefa não elevam confiança nem criam sugestão. O teste cobre a consulta com COUNT(DISTINCT correlation_id) e preserva sugestões somente SHADOW/PENDING.

Em 2026-09-05, os testes focados de Task Memory e runtime assíncrono passaram (3 testes em 2 arquivos) e o typecheck completo do Agent passou. A evidência cobre a reconstrução/correlação de tarefas, agregação por capability, limiar de evidência independente, sugestão SHADOW/PENDING, cálculo de confiança, aprovação/rejeição humana, canário somente após aprovação e rollback para shadow. A análise é acionada pelo cron com waitUntil, não autoriza execução, não altera capability ou policy e mantém a separação por tenant; a migração D1 0126_learning_analysis.sql e o Worker já publicado sustentam o fluxo em produção.

Em 2026-09-06, os três testes atuais de Task Memory/runtime e o typecheck do Agent passaram novamente. O D1 remoto confirmou que não há migrações pendentes, incluindo 0126_learning_analysis.sql, e o health público confirmou o runtime com os bindings esperados. O estado permanece PARTIAL porque ainda falta um corpus amplo de evidências operacionais.


52. Resultado arquitetural

Com o PRD-012, teremos:

AGENT


EXECUTION


OBSERVABILITY


OPERATIONAL EVIDENCE


PATTERN ENGINE


IMPROVEMENT SUGGESTIONS


HUMAN REVIEW


VERSIONED PLATFORM

O sistema passa a possuir um ciclo de melhoria contínua controlado, sem cair no problema perigoso de permitir que o próprio agente altere suas regras.


PRD-013 — Agentic Security, Audit & Compliance Fabric

O próximo PRD deve consolidar um aspecto particularmente importante para o domínio de SST: rastreabilidade e governança completa das ações realizadas pelo agente.

Até aqui definimos segurança distribuída entre:

Capability Registry

Policy Engine

Execution Engine

Conversation Runtime

Semantic UI

O PRD-013 deverá transformar isso em uma camada transversal de Security, Audit & Compliance Fabric, capaz de responder, para qualquer operação:

Quem pediu?

O que pediu?

O que o agente entendeu?

Qual contexto estava ativo?

Qual capability foi selecionada?

Qual política autorizou?

Qual plano foi executado?

Quais APIs foram chamadas?

Qual dado foi alterado?

Qual foi o resultado?

Houve confirmação humana?

Qual versão do agente, knowledge base, capability registry e policy estava ativa?

Essa camada será especialmente importante porque, no sistema final, o agente não será apenas um mecanismo de consulta: ele terá capacidade real de alterar dados e executar processos de negócio.